1948 – Proclamado o Estado de Israel

No dia 15 de maio de 1948, o DN noticiava na sua 1ª página que “Os ‘judeus’ já têm Pátria”: o Estado de Israel fora proclamado na véspera em Telavive. O texto era acompanhado por fotos de Ben-Gurion, Chaim Weizmann e o conde Bernadotte.

David Ben-Gurion faz a Declaração de Independência do Estado de Israel em 14 de maio de 1948

David Ben-Gurion faz a Declaração de Independência do Estado de Israel em 14 de maio de 1948

Em 1920 tem início o mandato britânico na Palestina, território que fizera parte do Império Otomano. A partir de então, o Reino Unido viu-se confrontado com momentos difíceis das relações entre as duas principais comunidades que ali viviam – judeus e muçulmanos. Estas relações agravaram-se à medida que os sionistas tentavam transformar a Palestina no lar judaico, movimento que se intensificou com a Segunda Guerra Mundial e a política de extermínio de Hitler. E a violência, até contra os britânicos, tornou-se frequente. Londres acaba por levar o dossiê  Palestina à Assembleia Geral da ONU que, a 29 de novembro de 1947, aprovou o Plano de Partilha do território em dois estados – um judeu e outro árabe – para substituir o Mandato Britânico. A 14 maio de 1948, antes do fim do mandato britânico, David Ben-Gurion proclamou a independência do Estado de Israel perante uma centena de personalidades judaicas reunidas no Museu em Telavive. Eram 16.15 locais. E os árabes preparavam a guerra. LUMENA RAPOSO

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