1953 – A morte de Estaline

Apesar de Portugal viver em ditadura anticomunista, o DN noticiou de forma imparcial a morte de Estaline. A manchete do jornal de 5 de março de 1953 dizia apenas que “Estaline morreu” após “29 anos de domínio absoluto da Rússia”.

Cartoon que, sem meias palavras, classificava o ditador como "carrasco sanguinário"

Cartoon que, sem meias palavras, classificava o ditador como “carrasco sanguinário”

A imagem em nada condiz com a de um dos mais temidos ditadores do século XX, responsável por purgas sanguinárias e a deportação de milhões: um corpo volumoso deitado no chão, a voz sumida, palavras impercetíveis, o pijama ensopado em urina. Foi assim que os seguranças mais próximos de Josef Estaline o encontraram na noite de 1 de março de 1953. Causa apontada: enfarte. Mas a hipótese de envenenamento, corroborada por supostos documentos secretos acessíveis após a queda da URSS, também faz as delícias dos amantes das teorias da conspiração. A verdade é que Koba, o Terrível – para os seus opositores – ou o Pai dos Povos – para os seus seguidores -, responsável pela morte de entre dez e 20 milhões de pessoas, agonizou mais quatro dias na sua dacha nos arredores de Moscovo e morreu a 5 de março, aos 73 anos.  O seu corpo seguiria o ritual levado a cabo trinta anos antes com Lenine: embalsamado e posto ao lado do homem que nunca o quis como sucessor… PEDRO VILELA MARQUES

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