1957 – Vulcão dos Capelinhos

“Onde a população, alarmada, dormiu ao ar livre com receio dos sismos.” Assim foi titulada a tragédia no Faial, na edição de 28 de setembro de 1957 do DN. Para o Capelo iam curiosos admirar “o magnífico espetáculo inédito na atual geração”.

Entrada em actividade do Vulcão dos Capelinhos, na Ilha do Faial, Açores

Entrada em actividade do Vulcão dos Capelinhos, na Ilha do Faial, Açores

As explosões do vulcão dos Capelinhos, com colunas de vapor de água e gases a 200 metros de altura, sob a forma de cogumelos atómicos, e línguas de fogo, estarreceram a população da ilha açoriana do Faial. Parecia o fim do mundo quando, às 06.45 do dia 27 de setembro de 1957, a 100 metros a nordeste dos ilhéus dos Capelinhos, o mar se revoltou numa ebulição intensa e o vulcão expeliu escórias a vários metros de altura. Nas freguesias do Capelo e Praia do Norte foram sentidos vários sismos que obrigaram as populações a abandonar as casas. Em zonas de grande pobreza, a tragédia natural foi interpretada como fúria divina e as igrejas da ilha encheram-se de fiéis a pedir misericórdia ao Espírito Santo. A erupção do vulcão dos Capelinhos aconteceu na sequência de uma crise sísmica que já era notada desde 16 de setembro, com centenas de abalos de terra sentidos na ilha. No dia 12 de maio de 1958 houve nova crise sísmica. O derramamento de lava só terminou a 24 de outubro. RUTE COELHO

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