1962 – A crise dos mísseis de Cuba

O DN seguiu o desenrolar dos acontecimentos. “A ameaça nuclear paira sobre o mundo” era a manchete a 24 de outubro. “Navios soviéticos rumo às Caraíbas são vigiados pela maior concentração naval dos EUA desde a guerra da Coreia.”

Sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU em 25 de outubro de 1965

Sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU debate o problema dos mísseis soviéticos em território cubano

Foi talvez o momento, durante a Guerra Fria, em que Estados Unidos e a União Soviética estiveram mais perto de “carregar no botão” e de se envolver – e ao resto do mundo – numa guerra nuclear. Em resposta aos mísseis dos Estados Unidos na Turquia, a União Soviética começou a instalar, em segredo, os seus próprios mísseis em Cuba, até que a CIA obteve provas disso. Kennedy foi informado a 16 de outubro de 1962 das bases militares soviéticas “à porta de casa”, com mísseis capazes de alcançar Washington em poucos minutos, e o que se seguiu foram 13 dias de alta tensão, em que o conflito nuclear parecia iminente. A 22 de outubro, Kennedy falou ao país da sua decisão de bloquear os navios russos que faziam o transporte de armas para a ilha de Fidel. Kruschev respondeu que os seus navios prosseguiriam a marcha e o mundo ficou em suspenso. Os Estados Unidos mostraram as suas provas na ONU e a 26 de outubro os navios russos pararam no mar. Kruschev aceitou, no dia seguinte, retirar as armas de Cuba. FILOMENA NAVES

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