1974 – O Watergate ‘vence’ Nixon

A 9 de agosto de 1974, além da manchete “Nixon demite-se”, o DN publica um cartoon de João Abel Manta intitulado O Drama do Desem-prego. Nele vê-se Nixon e o ex-presidente Américo Tomás, exilado no Brasil, num banco em Copacabana.

Cartoon de João Abel Manta compara Nixon e o ex-presidente Américo Tomás

Cartoon de João Abel Manta compara Nixon e o ex-presidente Américo Tomás

“Esta é a 37.ª vez que me dirijo a vocês deste gabinete. Nunca fui de desistir […] Mas como presidente tenho de pôr o interesse da América em primeiro […] Por isso a minha demissão torna-se efetiva amanhã ao meio-dia.” Com estas palavras, proferidas na Sala Oval a 8 de agosto de 1974, Richard Nixon punha fim ao escândalo do Watergate, que nos meses anteriores colocara o 37.º presidente dos EUA à beira da destituição. Tudo devido a um assalto à sede democrata – no edifício Watergate, em Washington – durante as presidenciais de 1972 que viram Nixon derrotar McGovern. A investigação levou o FBI à comissão de reeleição do Presidente republicano. O caso lançou para a fama os jornalistas do The Washington Post Bob Woodward e Carl Bernstein, cuja fonte, Garganta Funda, só em 2005, foi identificada como o número dois do FBI, William Mark Felt. Pressionado para explicar como tentara influenciar a investigação, Nixon demite-se. Morre em 1994, reabilitado e autor de muitos livros. HELENA TECEDEIRO

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