1988 – Ouro em Seul para Rosa Mota

O DN deu ampla atenção aos Jogos da Coreia do Sul e o ouro de Rosa Mota obrigou a um fecho tardio do jornal, pois a prova foi concluída já de madrugada em Portugal. Com reportagem de António Castro, a medalha foi a manchete do DN.

Rosa Mota vence a maratona nos Jogos Olímpicos de Seul

Rosa Mota vence a maratona nos Jogos Olímpicos de Seul

“É agora ou nunca.” A frase dirigida pelo treinador José Pedrosa a Rosa Mota, na maratona dos Jogos Olímpicos de Seul de 1988 (disputada a 23 de setembro de 1988), marcou o início do ataque final à tão ambicionada medalha de ouro. A portuguesa, aos 30 anos, era uma das favoritas, fruto dos bons resultados que já tinha no currículo: bronze em Los Angeles 1984, ouro no Mundial de 1987 e nos Europeus de 1982 e 1986. A estratégia estava traçada: se Rosa Mota não estivesse isolada à passagem do quilómetro 38 (a menos de cinco da conclusão) deveria então receber indicações do treinador. Nessa altura, seguia acompanhada por mais três atletas e a frase de José Pedrosa deu o mote para o ataque decisivo da portuense, que cruzou isolada a meta com o tempo de 2.25:39,4 horas. Esta foi a primeira medalha de ouro para uma atleta portuguesa em Jogos e a única de toda a comitiva em Seul. Até hoje, só mais uma portuguesa voltou a trazer ouro olímpico para casa: Fernanda Ribeiro, nos 10 mil metros de Atlanta 1996. PEDRO SEQUEIRA

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