1990 – Volta a haver só uma Alemanha

Foi com uma imagem tirada da televisão que o DN ilustrou na capa a festa da reunificação alemã. E lá estão Helmut Kohl, Hans-Dietrich Gensher, o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, e ainda o antigo chanceler Willy Brandt.

Milhares de pessoas celebram a reunificação alemã

Milhares de pessoas celebram a reunificação alemã

Foi um grande dia para Helmut Kohl, o chanceler que conseguiu a reunificação alemã contra tudo e contra todos. Se as reticências soviéticas ao fim da RDA eram compreensíveis, já as surgidas no bloco ocidental feriam os governantes alemães. Ficou célebre até a frase, dita pelo líder de um país da NATO, de que gostava tanto da Alemanha que “preferia duas”. Nesse 3 de outubro de 1990 um milhão de pessoas festejou o içar da bandeira no edifício do Reichstag, no coração de uma Berlim destinada de novo a ser capital . Aliás, foi a queda do muro que dividia a cidade, em novembro do ano anterior, que precipitou o processo de reunificação, com a metade comunista a ser engolida pela RFA, ou República Federal da Alemanha, que permaneceu como o nome do novo país. Duas décadas depois, as diferenças económicas entre Oeste e Leste esbateram-se, mesmo que permaneça a famosa Ostalgie. E a pujante Alemanha até conseguiu este ano pela primeira vez ser campeã mundial de futebol depois de reunificada. LEONÍDIO PAULO FERREIRA

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