1991 – Golfo – uma guerra unânime

“A Guerra começou” afirmava o DN na 1ª página de 17 de janeiro de 1991, ilustrada com um caça-bombardeiro furtivo. A garantia de que Portugal não enviaria militares para “o teatro de operações”, repetia-se nas outras duas edições.

Bombardeamentos sobre Bagdad

Bombardeamentos sobre Bagdad

Bombas inteligentes guiadas por laser, aviões furtivos (Stealth), mísseis de cruzeiro. Tudo em direto na CNN. Na madrugada de 17 de janeiro de 1991, uma coligação internacional liderada pelos EUA lançava a ofensiva militar contra as defesas aéreas no Iraque de Saddam Hussein. Era a resposta à invasão do Koweit em agosto do ano anterior, apoiada por uma resolução da ONU que conseguiu a raríssima unanimidade do Conselho de Segurança. Bastaram 42 dias de ataques aéreos e terrestres para derrotar um exército iraquiano mal preparado. Quando o presidente Bush pai decretou o cessar--fogo, a 28 de fevereiro, a maioria dos soldados iraquianos no Koweit já se entregara ou fugira. Mas o que parecia uma vitória esmagadora, muito graças à tecnologia de uma coligação internacional para a qual Portugal contribuiu com o navio NRP São Miguel, tornou-se uma dor de cabeça para a comunidade internacional. E os EUA tiveram de voltar ao Iraque em 2003 para nova guerra – agora sem o apoio da ONU. HELENA TECEDEIRO

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