2002 – Processo Casa Pia

Entre finais de 2002 e até 2005, não houve um órgão de comunicação social que ficasse indiferente ao processo da Casa Pia. Durante estes anos, o DN mobilizou uma equipa de jornalistas para acompanhar o caso em exclusivo.

Carlos Cruz, o arguido mais mediático do processo Casa Pia

Carlos Cruz, o arguido mais mediático do processo Casa Pia

Historicamente, o processo da Casa Pia começou no dia 22 de novembro de 2002, com as primeiras denúncias sobre abusos sexuais naquela instituição, numa reportagem da SIC-Expresso. Carlos Silvino, “Bibi”, funcionário da instituição, foi detido dias depois. Porém, passou rapidamente para segundo plano à medida que as suspeitas de uma “rede de pedofilia” foram ganhando corpo na opinião pública e depois no próprio processo judicial. Foi o que aconteceu a partir de 1 de fevereiro de 2003, com as detenções de vários suspeitos: o ex-apresentador de televisão Carlos Cruz, o médico Ferreira Diniz, o embaixador Jorge Ritto, o ex-provedor adjunto Manuel Abrantes (todos, atualmente a cumprir pena na prisão da Carregueira, em Sintra), o advogado Hugo Marçal, Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas, o arqueólogo Francisco Alves, Herman José e do antigo dirigente socialista Paulo Pedroso.  Durante a fase de instrução, estes três últimos arguidos conseguiram provar de que nada tinham a ver com uma suposta rede de pedofilia e ficaram de fora do  julgamento. Aliás, Herman José, conseguiu provar que, no dia em que o MP lhe imputava um abuso sexual, estava no Brasil a gravar um programa. Em finais de 2004, iniciou-se o julgamento, que durou até 2009. Todos os arguidos foram condenados, exceto Gertrudes Nunes. Em 2012, a Relação de Lisboa encerrou definitivamente o processo, confirmando algumas condenações. Carlos Cruz, Jorge Ritto, Manuel Abrantes e Ferreira Diniz foram para a prisão da Carregueira. CARLOS RODRIGUES LIMA

Deixe o seu comentário