2005 – Morte de Álvaro Cunhal

A primeira página do DN foi dedicada a Cunhal e no interior do jornal assinalava--se o facto de Vasco Gonçalves ter sido enterrado no mesmo dia. A contracapa foi toda para o poeta Eugénio de Andrade, que também faleceu no dia 13 de junho.

Milhares de comunistas vieram à rua despedir-se do líder histórico

Milhares de comunistas vieram à rua despedir-se do líder histórico

“Um exemplo para todas as lutas.” Ainda hoje o PCP usa essa expressão para se referir a Álvaro Cunhal, símbolo maior do partido. O secretário-geral comunista (entre 1961-1992) morreu a 13 de junho de 2005 vítima de doença prolongada. Quatro dias volvidos e Lisboa vestiu-se de vermelho – estima-se que mais de 250 mil pessoas tenham estado presentes – para o último adeus a Cunhal, cremado no Cemitério do Alto de São João.

Esteve preso e sujeito a tortura em 1937, 1940 e entre 1949-1960.

A capa do DN

A capa do DN

Aí, acompanhado por outros camaradas, protagonizou a fuga de Peniche (onde leu, escreveu e desenhou), sendo enviado no ano seguinte para Moscovo e depois para Paris. Conheceu Estaline, a quem elogiou a personalidade, e foi um firme crítico do regime de Mao Tsé-tung. Fiel à ortodoxia marxista-leninista, recusou sempre qualquer deriva ideológica. Em 1992, a saúde forçou-o a deixar a liderança do PCP e em 1994 assumiu ser Manuel Tiago, pseudónimo que usou em várias obras. OCTÁVIO LOUSADA OLIVEIRA

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