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O rapaz dos jornais, homenagem aos ardinas, é uma aguarela oferecida por Rafael Bordalo Pinheiro a Eduardo Coelho, fundador do DN

O rapaz dos jornais, homenagem aos ardinas, é uma aguarela oferecida por Rafael Bordalo Pinheiro a Eduardo Coelho, fundador do DN

Sabe em que ano e onde foi pela primeira vez exibido um filme em Portugal? E como se chamava a película noticiada pelo DN? 1896, no Real Coliseu de Lisboa. E o título era O Comendador Ventoinha. Esta é uma das 150 notícias desta edição, tal como o são o naufrágio do Titanic, os golos de Eusébio no Mundial, a morte de John Lennon ou a chegada da troika . Diversidade pois, como é regra em cada edição de um jornal como o nosso, atento a todas as áreas, da política à economia, do desporto às artes, da sociedade aos eventos internacionais. Sim, porque o desafio foi não nos ficarmos por uma mera cronologia pós-1864 (ano da fundação do DN), em que as grandes temáticas políticas ou as catástrofes dominassem tudo o resto. O objetivo foi surpreender, mostrar como o País e o mundo foram mudando e como o jornal foi reagindo sempre, umas vezes só assinalando o que o futuro iria revelar ser de importância (como os Jogos Olímpicos), outras dedicando páginas e mais páginas a um assunto que dominava a atualidade (basta pensar nas três mudanças de regime em Portugal no século XX). Aliás, a riqueza desta edição, feita pelos jornalistas do DN mas também com a ajuda de historiadores, é poder recorrer ao arquivo de um diário que nasceu em monarquia, festejou os 50 anos em república, celebrou o centenário durante a ditadura e vai comemorar os 150 anos em democracia. Por isso, este número histórico tem muito a agradecer a Simões Dias, diretor do Centro de Documentação, e à sua equipa. LEONÍDIO PAULO FERREIRA

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