A inauguração da Ponte Salazar

O DIA EM QUE O DN CONTOU: Estamos a 6 de agosto de 1966, um sábado, e uma gigantesca estrutura em aço passa a ligar as duas margens do Tejo – é a Ponte Salazar, em homenagem à figura central do Estado Novo. Após ter antecipado nos dias anteriores a sua inauguração, o DN publica uma edição especial com a descrição detalhada de todos os momentos da cerimónia e do ambiente de “delírio”, “entusiasmo e emoção” que se se viveu naquele dia em Lisboa e Almada até “alta madrugada”

A ponte foi construída com duas vias em cada sentido divididas por um separador central. Inicialmente, as portagens contavam cinco cabines e o pagamento era feito no sentido Lisboa-Almada. Uma primeira alteração sucede em 1990 com a abertura de uma quinta via de circulação, reversível, no espaço do separador central; três anos depois, as portagens são transferidas para o sentido Almada-Lisboa. Em 1995 principiam as obras para o alargamento do tabuleiro com uma sexta via, que entrará ao serviço em 1998, e a via férrea, inaugurada a 29 de julho de 1999. Hoje, por ano, o comboio transporta 20 milhões de passageiros e 58,4 milhões de veículos passam no tabuleiro superior.

A ponte foi construída com duas vias em cada sentido divididas por um separador central. Inicialmente, as portagens contavam cinco cabines e o pagamento era feito no sentido Lisboa-Almada. Uma primeira alteração sucede em 1990 com a abertura de uma quinta via de circulação, reversível, no espaço do separador central; três anos depois, as portagens são transferidas para o sentido Almada-Lisboa. Em 1995 principiam as obras para o alargamento do tabuleiro com uma sexta via, que entrará ao serviço em 1998, e a via férrea, inaugurada a 29 de julho de 1999. Hoje, por ano, o comboio transporta 20 milhões de passageiros e 58,4 milhões de veículos passam no tabuleiro superior.

Às dez e meia em ponto ouve-se o hino nacional “enquanto no forte de Almada uma bateria dá os 21 tiros da ordenança em salvas compassadas. Lá longe, sobre o rio, sobe um foguete que estoira e deixa um rasto de fumo. E mais foguetes e morteiros rebentam nas alturas, anunciando o começo da cerimónia” de inauguração da Ponte Salazar, lia-se na edição de 7 de agosto de 1966 do DN.

À “maior obra pública até hoje realizada em Portugal” o DN dedica uma edição especial de 32 páginas – uma edição corrente tinha 20 -, em muitas delas está presente publicidade associada ao acontecimento. A manchete proclamava que “sobre a estrada do passado”, o rio Tejo, erguia-se agora “o grande símbolo do futuro”, “a maior e mais bela ponte do Velho Continente”, cuja inauguração foi seguida em direto na televisão por “cem milhões de europeus” – “A ponte nasceu ‘estrela’”, concluía-se no título da primeira página, quase toda ela preenchida por uma enorme fotografia fixando o momento em que o cortejo oficial, encabeçado pela viatura do então presidente Américo Tomás, atravessava o tabuleiro após a cerimónia na Margem Sul. Escrita toda ela em maiúsculas, a legenda afirmava perentória: “Quando o Chefe do Estado proclamou em todos os sentidos da rosa-dos-ventos da Pátria ‘Dou graças a Deus e declaro aberta ao tráfego e ao serviço da Nação a Ponte Salazar’, o passado, o presente e o futuro irmanaram-se no mesmo coro de aleluias e agradeceram ao homem que tornou possível a materialização do sonho multissecular.”

Quando foi inaugurada a travessia entre Lisboa e Almada, esta era a quinta maior ponte suspensa no mundo e a maior fora dos EUA, com um comprimento total de 2280 metros, situando-se o tabuleiro a 70 metros do nível da água. Os trabalhos de construção iniciaram-se a 5 de novembro de 1962, tendo participado neles 11 empresas portuguesas num total de 14. Ao longo dos quase quatro anos da construção esteve envolvido um total de 2 185 000 trabalhadores, tendo sido empregues 72 600 toneladas de aço e 263 mil metros cúbicos de betão. Quatro operários perderam a vida durante a construção.

Quando foi inaugurada a travessia entre Lisboa e Almada, esta era a quinta maior ponte suspensa no mundo e a maior fora dos EUA, com um comprimento total de 2280 metros, situando-se o tabuleiro a 70 metros do nível da água. Os trabalhos de construção iniciaram-se a 5 de novembro de 1962, tendo participado neles 11 empresas portuguesas num total de 14. Ao longo dos quase quatro anos da construção esteve envolvido um total de 2 185 000 trabalhadores, tendo sido empregues 72 600 toneladas de aço e 263 mil metros cúbicos de betão. Quatro operários perderam a vida durante a construção.

Em textos não assinados, regra na época, o DN fixava detalhes da cerimónia, decorrida “na imensa praça da portagem”, e o ambiente vivido em ambas as margens do Tejo. Na cerimónia, em que o “Governo esteve todo reunido na Ponte Salazar”, tiveram especial protagonismo Américo Tomás, último presidente do Estado Novo , em funções desde agosto de 1958 e no terceiro mandato consecutivo quando sucede o 25 de Abril, e o cardeal Gonçalves Cerejeira, à época patriarca de Lisboa, e amigo de longa data de Salazar, com quem estudara em Coimbra nos anos 20 do século XX, tendo ambos militado no Centro Académico da Democracia Cristã. Fora nomeado patriarca em 1929; no ano anterior, Salazar assumira a pasta das Finanças. Em julho de 1932, passa a presidente do Conselho de Ministros.

Depois do cardeal Cerejeira abençoar a ponte, “entre cânticos litúrgicos”, atingiu-se o “ponto culminante no momento em que o Chefe do Estado, premindo um botão elétrico, fez descer as bandeiras nacionais que cobriam as quatro lápides colocadas nas extremidades da ponte. Nesse momento subiu do rio o silvo das sereias, ao mesmo tempo que estrelejavam os foguetes e que o ar era agitado pelas asas de milhares de pombos que subiam no espaço em grandes revoadas por cima das tribunas”. Então, uma “salva de palmas irrompeu, alegre e forte, suspendendo-se quando o coro começou a cantar o hino nacional”.

Um outro texto descreve a travessia inaugural da ponte. “O primeiro carro a entrar no imenso tabuleiro é o automóvel da P.V.T. [Polícia de Viação e Trânsito], seguido dos motociclistas batedores daquela corporação”. “O carro presidencial entra na ponte precisamente às 13.04”, seguido do “automóvel com a senhora de Américo Thomaz, suas filhas e netos. Pouco depois surge o carro em que viaja Salazar, seguido de todas as altas individualidades”. Há uma guarda de honra: “São helicópteros da Força Aérea que, dos dois lados da ponte, acompanham o cortejo, enquanto esquadrilhas de aviões a jato rasgam o espaço.”

Às 15.00, a ponte é aberta ao público. “Um Austin-Seven verde, com a matrícula DC--72-48, foi o primeiro automóvel a entrar no tabuleiro da ponte na sua saída de Lisboa para a Outra Banda”, num ambiente em que “todos os automobilistas, desconhecendo a prioridade, tentaram a todo o custo, num atropelo de direitos que chegou a traduzir-se em barafunda, ultrapassar todos os veículos que circulassem à sua frente”.

O DN regista que, para aquele dia especial, “garbosos e aprumados, os seis sinaleiros de cor da P.S.P. de Luanda, que vieram a Lisboa por motivo da inauguração (…) regularam (…) o tráfego intenso em locais mais movimentados do trajeto para os acessos da ponte”. Uma outra notícia refere que, “segundo informação do serviço de portagem” da ponte, nas primeiras dez horas, “transitaram, nos dois sentidos, 50 mil automóveis, que, por estimativa, se calcula tenham transportado cerca de 200 mil pessoas”.

O dia será vivido em clima de festa em Lisboa e Almada. Assim se descreve o ambiente na Margem Sul: “Cedo as ruas das terras da Outra Banda começaram a cruzar-se de gente com ar domingueiro e feliz.” A “maioria tomava o rumo dos pontos altos (…). Era uma autêntica romaria. (…). E todos se encaminhavam a pé ou (…) em camionetas para os cimos de Almada, donde se avistam os lugares da festa”.

Em Lisboa, à noite, toda a cidade saiu para as ruas para ver um “grandioso espetáculo” de fogo-de-artifício. O DN escreve que a Rocha de Conde de Óbidos, um dos pontos de maior concentração, parecia “uma autêntica cascata humana, com a multidão escorrendo pelas escadarias até cá abaixo. Os elétricos passavam apinhados, com gente dependurada, em equilíbrio precário, arris- cando a integridade física na ânsia de alcançar um ponto estratégico que lhe permitisse ver o show de luzes e cores fabricado pelos pirotécnicos nortenhos”. Por sua vez, a “ponte, profusamente iluminada, oferecia um deslumbrante espetáculo que valia a pena contemplar”. Após o 25 de Abril de 1974, é rebatizada com a designação da data da queda do regime fundado por Salazar.

ABEL COELHO DE MORAIS

Existem 86 comentários

  1. Peter Villax

    Correçāo: as portagens sempre foram do lado de Almada e durante muitos anos foram cobradas nos dois sentidos.

  2. Wagner de Paula Soares

    É muito interessante estes fatos históricos que são desconhecidos pela maioria da população. Parabéns por mais esta retroreportagem que nos instruem a todos os leitores deste DN.

  3. Joaquim Guerreiro

    Eu estive la, na inauguracao. Salazar era um homen feliz.Ao contrario do Presidente, ele nunca dormitou.Sorria de felicidade.

  4. Dr Feelgood

    Dia de orgulho e exaltação nacional. Assinalo a passagem de 50 mil (!!) veículos nesse dia – o nosso foi um deles – e principalmente os polícias ” de cor ” de Luanda, um capricho folclórico com certeza. Realmente as portagens sempre ficaram sob a alçada do Criador – pagava-se nos 2 sentidos – e as cerimónias, pese embora a beatice Cerejótica, foram bonitas. Não me recordo é bem da Gertrudes com as netas, mas não me posso lembrar de tudo. Dia inesquecível. Obrigado por me terem deixado fazer parte da História, História essa que depois de 74 foi vilipendiada e violada pelos fazedores de opinão de casca vermelha, que em sanha revolucionária, passaram horas a destruir o nome de Salazar nas colunas de suporte da ponte em Alcântara. Até podiam ter partido os martelos que JAMAIS apagarão a sua imagem. Comparando com a inauguração da Vasco da Gama – com feijoada à borla para captar o povo e depois o outro é que era fascista – tem alguma coisa a ver? Esta foi uma pindéricagem, a outra foi um momento nacional de patriotismo.

  5. José Rodrigues

    Também lá estive na inauguração e gostaria de felicitar o Sr. Abel Morais por esta belíssima descrição que muitos, estou certo, terão dificuldade em digerir. Ditador ou não ditador, Salazar foi um grande Português, que viveu exclusivamente para o seu país.

  6. Helder Sá

    A História desconhecida de um Portugal Desconhecido. Salazar foi grande no seu tempo! Nasceu pobre e pobre morreu. Viveu para os outros. Cometeu erros? Quem os não cometeu e comete? “QUEM NUNCA PECOU QUE ATIRE A 1.ª PEDRA!” (Jesus Nazareno Rei dos Judeus)

  7. Rui

    Mais, Salazar chamava todos os meses da construção da ponte, o responsável do consórcio da obra, para sob pretexto de saber como a mesma ia, lhe dizer que “nem um centavo de derrapagem” no custo final. A conversa terminava sempre desta forma, durante meses a fio.

  8. Maria De Nogueira

    Ponte Salazar, desde o dia da sua inauguração. A rebatização do nome foi só mais uma ousadia cometida por um nefasto e incompetente Abril.

  9. António Antunes

    Salazar para sempre. Viva! Salva-nos destes políticos lacaios corruptos que nada aprenderam com a História e só pensam neles e no compadrio. Salazar, o único verdadeiro estadista Português!

  10. abel bolota

    Eu aqui lhe presto uma grande homenagem pois o meu Pai infelizmente morreu antes do dia maldito abrilesco,era comunista e eu sempre o admirava hoje se meu Pai foce vivo como eu pediria perdao ao GLORIOSO SALAZAR porque se sentiria ultrajado,inujado de tanta gente podre como os POLITICOS,BAQUEIROS,PROCURADORES,JUIZES,E EM PARTICOLAR AO MAIOR TUMOR DO NOSSO PAIS MARIO SOARES.

  11. Alexandre G.

    Apenas para recordar a tanto saudosista que nessa altura não podiam “postar” aqui comentários como os que fazem, nem havia eleitos pelo povo, apenas algumas elites (obviamente com muito dinheiro) é que punham e dispunham do país a seu belo prazer.
    Será esse tempo que estes saudosistas reclamam de volta?
    E os vossos filhos (e netos) estariam a bater com os “costados” algures em Angola ou Moçambique, numa guerra estúpida, feita por políticos estúpidos e cegos. Muitos dos vossos filhos e netos não voltariam ou voltariam com mazelas para sempre.
    Será esse tempo que estes saudosistas reclamam de volta?
    Apesar das claras falhas da democracia, é melhor pensarem antes de abrir a boca para dizer parvoíces.

    1. JS

      Fui obrigado a emigrar porque fui denunciado por um fervoroso adepto do antigo regime, porque lhe chamei fanático por me obrigar a ouvir, em alta voz, os discursos da UN até muito tarde. Após o 25 Abril vi esse indivíduo com um grande emblema do PCP na lapela. Vivi o 25 de Abril e principalmente o 1º de maio de 74 com grande alegria. Contudo, com tantas perseguições e atropelos, cedo me apercebi do oportunismo e do real valor da “democracia” que nos foi imposta. Viva Marcelo Caetano.

      1. Dr Feelgood

        Meu compatriota……há que perceber o contexto em que foi ” obrigado ” a ouvir em alta voz os discursos da UN que o fizeram emigrar, escapa aqui algo de muito importante que faz parte do seu arquivo. ..é seu e só seu. E que dizer dos militares doutrináriamente infiltrados que fizeram implodir o regime? Porque foi isso que aconteceu, foi um golpe MILITAR e não um golpe de ESTADO, não confundamos. Uma coisa levou à outra rebocando alguma insatisfação social por causa das guerras ultramarinas. MAS, muitos operacionais que cumpriram serviço em África – sem a conhecerem de antemão – depois fixaram-se e desenvolveram a sua vida À REVELIA – e isto é muito importante – das famílias que tinham deixado cá em Portugal. Enquanto não se perceber o nacionalismo de Caetano versus as reivindicações profissionais das FA’s a reboque dos movimentos independentistas progressistas africanos, a nossa História esbarra numa parede. Mas é fácil. Basta procurar e entender, há muita coisa escrita. Essencial é captar o óbvio.

        1. JS

          Conheço muito bem a vida dos militares, do exército e da força aérea, e o que ALGUNS deles sofreram no ultramar. Visitei alguns quarteis, o EMGFA e o EME várias vezes. Conheço, no geral, as vantagens da vida militar e as reformas “chorudas” que auferem, quando comparadas com a vida civil. Sei que foi com um golpe militar que o governo caiu. O povo é sereno, como disse Pinheiro de Azevedo no Terreiro do Paço. Contudo, a essência desta notícia é a Ponte Salazar. Discordo da mudança do nome. Salazar foi, em minha opinião, um grande estadista. A PIDE e muito do que de mau aconteceu no seu tempo foi obra de outros. Salazar não usou o Estado para proveito próprio. Nasceu e morreu pobre, o que não acontece com grande parte dos políticos da democracia, o que muito me desagrada e revolta. Usar, em proveito próprio, os recursos do país tornou-se banal e usual e nada lhes acontece. Os casos conhecidos ou são “abafados” ou prescrevem. Será que o 25 de abril valeu a pena, para a maioria dos portugueses? É certo que podemos fazer estes comentários. Será que com Caetano nós, portugueses, não teríamos progredido ou mesmo ultrapassado o estado de vida atual em que vivemos? Não sou saudosista, mas tenho as minhas dúvidas.

          1. Dr Feelgood

            Meu caro, acho que nesta altura do campeonato é perfeitamente plausível fazer um balanço após 40 anos. Porém, tenho alguma resistência em admitir a elasticidade necessária a Caetano para fazer face ao corporativismo da élite militar que estava ” esgotada ” com a guerra colonial. Tanto que não estava que além da Guiné – que apenas carecia de material mais sofisticado – os outros territórios estavam sob controlo por mais que a sua imensidão nos surpreenda. Temos que perceber que o 25 de Abril foi tudo menos expontâneo, as suas premissas já vinham desde há uns anos atrás quando as incorporações de efectivos apanharam os universitários já com outras ideias de mudança em relação ao regime que não atava nem desatava. Mudanças fácilmente perceptíveis empolgadas pelos ventos das independências africanas, o Vietnam, os fenómenos de agitação social da juventude e o desejo de mudança, naturais após tantas décadas de obscurantismo. E é aqui que a hierarquia falha, ao não saber interpretar os sinais dos tempos e adiando ad eternum reformas estruturais FORTES e decisivas. Custou a vida a milhares, milhares foram deslocados, Portugal felizmente como boa mãe conseguiu absorver os que vieram de África. Creio que o antigo regime morreu de velho por não ter conseguido ter uma acção mais firme. Mas isso não invalida os seus princípios nacionalistas e patrióticos. Foi uma questão de miopia e muito provávelmente de traição por parte das forças circundantes ao Presidente do Conselho, Prof. Marcello Caetano.

          2. J.J.JEREMIAS

            O povo estava cansado do regime e este totalmente anacrónico. Contudo, de qualquer das maneiras, não sobreviveria até ao final da década de 70, pois as pressões internas e externas eram enormes. Estou convencido que haveria uma transição para a democracia, que Caetano já ensaiava e deste modo, não haveria o traumático processo de uma revolução e nem o aparecimento de oportunistas como o velhaco M. Soares e o traidor A. Cunhal. O 25 de Abril radicalizou demais a transição, virou o país de pernas para o ar e destruiu a economia de então. Foi um fracasso retumbante!

    2. JFA

      Parvalhão que eles iam entregar as colónias, seriam entregues a gente e não como foi depois a grupos que se guerreavam e continuaram a guerrear. Claro que os partidos vermelhos que ficaram com o bolo tinham de se sujeitar à democracia. Ora isso não interessava aos vermelhuscos que queriam para si o que depois veio acontecer, ficaram com tudo!!!!!!, vermelhuscos cá e lá, lembra a desgraça do Verão quente de 75? Se era criança peça a papai para dizer como foi……..

      1. Dr Feelgood

        Caro Jeremias, não se esqueça que parte da velhacaria dos que mencionou só se tornou visível após Abril, ANTES andaram durante alguns anos a minar e a ” politizar ” jovens pré-universitários que, quando fossem chamados para as FA’s, já levavam a cartilha progressista e anti-imperialista na ponta da língua e foram esses fraccionários que, com o desgaste dos oficiais de carreira, dinamitaram a ALMA das FA’s corrompendo-as com o de mais vil e ignóbil que possa existir que culminaram com cenas inadmissíveis em 74 por parte de praças, sargentos e oficiais em relação às suas responsabilidades perante a Nação. Spínola até chorou quando soube de alguns episódios lamentáveis. Portanto, tudo o que se tinha construído – bem ou mal – até aquela data, ruiu como um castelo de cartas. Depois e na peúgada das ” amplas liberdades democráticas ” foi o assalto ao poder sem pudor. Até hoje………..Claro que o regime, como estava não resistiria até final da década, como é óbvio. MAS NUNCA esqueçamos que as ” descolonizações ” Portuguesas abriram uma porta às potências da Cortina de Ferro para deitarem as luvas a África e aos seus recursos. Conseguiram-no durante alguns anos – cubanos, checos, alemães RDA, búlgaros, russos, romenos e polacos em Angola, Moçambique, Etiópia, Ex-Rodésia, Malawi ou Zâmbia – mas com o tempo e os desenvolvimentos mundiais e locais foi um fenómeno que se eclipsou. Escusado será adivinhar o que poderia ter sido doutra forma, pertence ao âmbito do obscuro.

  12. João

    Se tens saudades do Salazar dá um tiro na cabeça e vai ter com ele. Que raio de gente, atrasados.

  13. ninguém

    Não “postavam” nada “aqui” porque não haveria net nessa altura, acho eu.
    Quanto a outras boutades…como diria uma certa rainha: mais vale ser rainha um dia que criada todo a vida. Era mais um orgulho ter um império, e para isso era necessário defendê-lo, que ser um paízeco pobre, podre e corrupto até à medula.

  14. abel bolota

    Os amigos do tacho ja se estao a mecher foi com esse LERIA que os abrilescos nos enganarao chegarao os COMUNAS da invasao de PRAGA para tomar conta disto e outros ASILADOS que nao tem outra palavra,eles erao os meninos ricos,e aqui so saquearam ate aos dias de hoje,uma coisa voz ASILADOS DA CARTEIRA DOS OUTROS nunca vao conseguir provar a riqueza de SALAZAR,enquanto voz estais PANSUDOS a custa do suor do povo,LADROES ,O PANSUDO NAO E PRECISO DAR UM TIRO NOS JA ESTAMOS MORTOS E MORIBUNDOS PANSUDO

  15. MÁRIO SOARES

    Dizem que eu sou um estadista! Mas na verdade, o único estadista português foi o Exmo. Sr. Prof. Dr. OLIVEIRA SALAZAR! VIVA SALAZAR ! ! !

  16. Artur Santos

    Seria interessante saber se foi preciso contrair divida para pagar a ponte, quando surgiram as portagens, como vivia o Dr. Salazar e como deixou o país. Hoje vivemos numa ditadura bem pior !!! Basta ver quem manda em Portugal : é a “troika” e a Europa (Alemanha).
    A única diferença é que naquela altura não se podia dizer o que se diz hoje, mas também sejamos honestos…hoje não temos justiça nenhuma!!! Vejam os casos mediáticos ? Desde licenciaturas ao domingo até desvio de milhões tudo segue de vento em popa, sem que nada se passasse.

  17. Belchior

    Fui um dos que chorou de alegria com o 25 de Abril! Hoje choro de tristeza e atrevo-me a dizer, para quem quiser ouvir, SOU AGORA SALAZARISTA! VIVA SALAZAR!

  18. Adolfo Dias

    É verdade que naquele tempo não se podia dizer o que se diz hoje, mas que adianta? Pode haver mais liberdade de expressão mas não adianta nada.

  19. Força, Coragem e Honra

    Apagaram-me o comentário em resposta a uma senhora de apelido estrangeiro, idealista, bem intencionada e possivelmente melhor que eu. Não me recordo do texto censurado mas o que pretendo relevar do comentário anterior que reitero é que este Regime parido numa negra madrugada, cujo parto foi a consequência de interesses dúbios e criminosos de pessoas com interesses muito antagónicos e alguns pagos pelos vários Imperialismos existentes está podre e com os dias contados. Referi também, porque como trabalhador Técnico na Indústria sei do que falo, que o País com o seu crescimento económico no Continente e no Ultramar principalmente em Angola não merecia o acto cobarde executado por esses Golpistas. Nem o País nem Marcelo Caetano nem os Portugueses que através do esforço no estudo e no trabalho saíram da vida de cepa torta dos seus pais. Estavam com um padrão de vida em todos os aspectos, Segurança nas Empresas e nas ruas , Escolas livres de gangues filhos e netos de quem nos andou a matar nas ex-Províncias Ultramarinas e hoje vive dos impostos dos maltratados contribuintes, a certeza de que os filhos quando saíam de casa não se confrontavam com todo o tipo de escumalha traficante que conta com a cumplicidade de muitos sectores da Sociedade da Esquerda à Direita, idosos que deixavam as chaves no exterior das suas casas na maior das tranquilidades e hoje com tudo trancado são roubados e assassinados. Mas enquanto houver dinheiro para pagar as legiões encrustadas no Estado e nas E.P. o Pagode não está para se chatear, as viagens a Copacabana e a Cancun são o suficiente para se ausentarem da situação. Se for necessário compor mais o ramalhete façam o favor de o solicitar, não se acanhem.

  20. OBSERVADOR

    Não creio que todos estes comentaristas com saudades de Salazar, quizessem hoje a volta da ditadura! Não, no fundo, o que eles sentem é revolta pelo rumo que deram ao país, pelas oportunidades e dinheiros desperdiçados por esta geração de polítcos corruptos e incompetentes pós 25 de Abril. É uma epécie de grito de revolta, de vingança! Estes oportunistas de Abril, andaram a vender-nos ilusões este tempo todo…

    1. Dr Feelgood

      E porque não? Haverá outra alternativa para pôr isto em ordem? Bem….. haver há e já devia ter havido. Refiro-me a uma Junta Militar que suspenda a Constituição, a ” democracia ” e os partidos políticos durante o tempo necessário até que se entenda – definitivamente – que este País é de TODOS e não sómente de alguns. Não vai dar ao mesmo?

  21. alvaro cunhal

    Mas anda tudo a comer palha??? Eu sou desse tempo e passei muita fome, hoje pelo menos tenho pao para comer? Voces nao sabem o que dizem. Fora com fascistas. Viva a liberdade sempre……

    1. OBSERVADOR

      O que tu querias, TRAIDOR, era uma ditadurazita do proletariado e transformar Portugal em mais um satélite do Kremlin! Mas lixaste-te, o Gen. Eanes e o Jaime Neves cortaram-te as asas. Foi a melhor coisa que aconteceu no pós 25 de Abril.

    2. Fernando Santos

      Sr. Alvaro Cunhal que culpa tenho eu de ter passado fome? Porque não comeu palha? Sempre enchia a barriga.
      “hoje pelo menos tenho pão para comer?” . O ponto de interrogação (?) significa uma pergunta. O sr. Cunhal e` que sabe se hoje tem pão para comer!
      Se não tem, sugiro-lhe que coma palha.

  22. Saladin

    O homem, a obra, onde se procuravam pessoas que servissem o país, onde agora existe um país para servir o jugo de alguns milhares, sem dignidade, carácter…

  23. abel bolota

    Axo piada a estes senhores que dizem que no tempo da outra senhora era mau sabem o que e mau eu sou de BRAGA nasci la cidade pequena aldeia com nome de cidade conheci como todos o MESQUITA MACHADO um simples popular falam de ditadura ele durande o seu reinado roubou milhoes deixou uma camara super individada corrupcao sem medida ele e seus capangas vejao so o resto NARCISO MIRANDA,FERNADO GOMES,SANTANA LOPES,olhem meus amigos nem val a pena falar mais e tanta gente tanta PERGUNTO quem esta preso o rapaz que roubou a manteiga no supermercado vem estes MER DAS falar de LIBERDADE O QUE E LIBERDADE PARA ESTES SENHORES.SERA QUE VIVO NOUTRO PLANETA A ESTES COMENTADORES EU DEVIA MANDAR A BAIXO DE BRAGA

  24. abel bolota

    a minha escrita nao importa intelectual da mer da o importante e que ate um burro como tu que so come palha consegue intender conclusao o povo nao quer intelectuais mas sim gente seria jomento com erros e melhor porque todos gostao de ler

  25. Barao Marques de Sa

    Dr. Oliveira Salazar,Grande Estadista,Grande Economista e Grande Governante deste Lindo Portugal, Hoje Portugal ja nao e o que era,todos nos sabemos,Portugal nao tinha Liberdade,hoje tem,mas tinha seguranca e muito mais respeito,quando eu digo que o Dr. Salazar foi um Grande Governante eu sei o que digo, porque ele o dizia ,QUEM E CONTRA PORTUGAL E CONTRA MIM…ta tudo dito,VIVA PORTUGAL.

  26. rui

    mas q gente tao estupida e saudosista de 1 tempo de miseria e guerra. devem ser mesmo ignorantes e broncos.

      1. anónimo

        para estes broncos so existem 2 ideologias: comunistas e fascista. sao mesmo ignorantes. cerejeira perdoa-lhes

  27. paulo

    o camponio do salazar? so sabia roubar os pobre e foi a conta disso q conseguiu amealhar o tao famigerado ouro

  28. miguel

    abaixo os salazaristas. tiveram sorte n terem sido fuzilados no 25 de abril. agradeçam aos capitaes

  29. JFA

    Há aqui um erro, a ponte ao ser inaugurada e enquanto Salazar foi vivo tinha o nome de “Ponte sobre o Tejo”, só depois o nome de Salazar foi colocado ali. Não façam confusões que Salazar era superior a essa ponte e a todas as pontes, só a pequenez dos abrileiros era mais pequena e então rebatizaram-na de 25 de abrilo!!!!!!!!!!!!

    1. Simples Português

      Muito pertinente para o “debate” o seu comentário.

      Ao não dar o seu nome à ponte enquanto vivo revela a sua grandeza e humildade.

  30. anónimo

    este é o estado em q salazar deixou o país: cheio de ignorantes, analfabetos e camponios como ele. faltou-lhes escola….pobres cabeças atrasadas e saudosistas q n conhecem nada mais do a ditadurazinha salazarenta

    1. JFA

      Para este gajo das 21:16 quero dizer que Salazar na década de 40 mandou construir escolas por tudo o que era canto, construções que ainda hoje estão aí para durar, nenhuma derrapou, foram construídas como no contrato. Na década de 50 Salazar mandou construir cantinas nas escolas para matar a fome às crianças e tornou o ensino obrigatória até à 4ª classe……., não entende pois não?

  31. Hortelã Mourisca

    Será sempre a Ponte Salazar e António de Oliveira Salazar quem a mandou construir, um grande patriota e um grande estadista que tudo fez a bem de uma nação ignorante e ingrata que só lhe tem cuspido na memória.
    Viva Salazar!

  32. JFA

    O povo ainda vai chorar pelo António de Oliveira Salazar. Vem aí os credores cobrar as dívidas criadas nestes 40 anos de desgraça, anda tudo com os olhos fechados, daqui por algum tempo vão abrir as caixinhas que têm junto à testa e depois dirão: mas quem comeu tanto dinheiro que devemos??????

  33. anónimo

    Uma “Coreia do Norte” encravada na Europa! Esse era o sonho da abrilada, mas trombaram de frente com o grande Jaime Neves. AhAhAhAhAhAhAhAhAhAh

  34. JFA

    Tristeza do 25 de abrilo que precisou de mudar o nome da Ponte sobre o Tejo!!!!!! . Não sei quem fez o rebatizado mas deve ter havido festa da grossa!!!!!!, com feijoada e muitos gases a estoirarem por baixo!

  35. anónimo

    “viverá muito pouco, quem não assistir o meu Portugal tornar-se comunista” – declarou o TRAIDOR Cunhal na Itália. Ele até viveu muito e nem assim conseguiu ver o seu sonho realizado! AhAhAhAhAhAhAhAhAhAhAhAhAhAhAh

  36. JFA

    Salazar era um Homem com visão, ao mandar construir a ponte sobre o Tejo deu ordens para ficar de modo a no futuro passar o comboio!!!!!!!. Grande Salazar que agora não há portugueses dessa fibra, formados em grandes Universidades, temos doitores e engenheiritos criados depois do 25 de abril!!!!!!!. é só o que temos, endividam o País e depois dizem que as dívidas não são para pagar, andam por aí soltos!

  37. JFA

    O que o País agora tem de melhor ao tempo de Salazar é os homes poderem casar com homes……, o resto é tudo tretas que os emigrantes agora são muitos mais!!!!!!. O Salazar nunca deixou que macho casasse com macho, chega para lá pecado que eu nunca soube o que essa gente faz no escuro e debaixo do pano!!!!!!!

  38. anónimo

    Nunca fui salazarista, mas em face do descalabro a que chegamos, grito bem alto: VIVA SALAZAR!

  39. MULUNGO

    FRANCAMENTE CHAMAR AO DRº OLIVEIRA SALAZAR CAMPÓNIO É DE UMA ESTUPIDEZ ELEVADA. POR TER NASCIDO EM SANTA COMBA DE DÃO ? OS GRANDES HOMENS NASCERAM QUASE TODOS FORA DA CIDADE.NÃO FUI SALAZARISTA E NUNCA FUI POLITICO MAS NÃO SOU NÉSCIO EM RECONHECER QUE DESENVOLVEU PORTUGAL E DEFENDEU COM PATRIOTISMO OS QUE OS ANTIGOS DESCOBRIRAM E TRANSFORAM PORTUGAL NUMA GRANDE NAÇÃO.

  40. Pedro Machado

    Para mim a ponte Salazar é muito mais que a união de duas margens. Simboliza na essência a capacidade empreendedora duma obra decisivamente notável, inteiramente elaborada pelos portugueses, com seus próprios recursos, somente pelos portugueses e sem ingerência ou dependência, seja de que forma for do estrangeiro. Por ironia do destino foi totalmente sonhada, projectada, elaborada e concretizada na era da governação e liderança, por umas das figuras mais emblemáticas, polémica e controversa da nossa História, adorada por uns e rejeitada por outros, ou ainda, amada e odiada, o Professor Oliveira Salazar. A ponte estará para sempre ligada a mim por ser o ano em que nasci, 1966. Apreendi a ouvir o nome desde criança, ver as colunas militares a saírem de Serpa Pinto, os tanques e “chaimites” num desfile de fumaça dos pesados motores intrincados por um ruído inesquecível, a designada extinta Cavalaria IV no Porto com o destino ao ultramar e a tentar compreender o motivo de tanto alvoroço. As razões das gentes que se despediam aos gritos e apelos, perante semblantes de perfis carregados dos militares em mistos de orgulho e tristeza. De um miúdo como eu era difícil compreender e esquecer simultaneamente, esse miúdo que tentava compreender as suas razões e motivações sem sucesso mas de forma eficaz colhia emoções, essas jamais inesquecíveis devido ao antagonismo das mesmas, aos extremos da natureza emocional das gentes de então, nos máximo dos extremos, num misto de riso e choro simultâneo. Compreender que o pequeno rectângulo no mapa não era mais nem menos que a metrópole num vasto império de influência portuguesa no mundo. Na normalidade à transição natural para Marcelo Caetano onde me aproximei com 5 ou 6 anos numa visita ao Porto à Praça da Republica, ou culminar no processo revolucionário aos quase 8 anos debaixo de uma secretária algures numa escola primária, com barulho de tiros, de aviões e helicópteros a baixa altitude. Por fim a chegada de Pires Veloso à Praça da Republica num helicóptero, teria perto de 10 anos, a multidão a festejar, um aparato militar na contenda da chegada, num frenético rodopio das gentes e suas manifestações espontâneas . Agora é tudo é diferente, hoje o Portugal mudou, aliás tudo mudou, mas a ponte, esta ponte continuará de ferro, imutável, inalterável e indiferente aos tempos idos da pura memória das crianças extintas. A ironia de tudo isto é termos de aceitar o inaceitável, afinal Salazar vingou-se na ponte. Podemos chamar-lhe o que quisermos mas essa ponte será sempre a de Salazar, não a do homem, mas do homem e na memória no tempo das suas gentes…

  41. Abílio Silva

    Acho engraçado certos comentários que postam aqui. SALAZAR devia ser muito poderoso, como é que conseguia controlar um País, que ia do Minho a Timor, com mais de 20 milhões de habitantes, mesmo estando morto à anos, pois no dia 25 de Abril de 1974, derrubaram o seu regime e viu-se que no dia 26 eram todos DEMOCRÁTICOS. Se voltasse à vida, borravam-se todos.

  42. ANTÓNIO COSTA

    VIVA SALAZAR,
    que agora os que “governam” o pais, só se aproveitam dele, é só INCOMPETENTES, CORRUPTOS E ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS (MAÇONARIA)

    Morte aos ladroes que rebentam com a vida de 10 milhoes de pessoas.

  43. joao curto

    depois de ter lido tamto ate fico sem palavras ,mas digo sim VIVA SALAZAR e o POVO que acorde o que he dificil pois ja houve elecoes e o nosso prezidente ganhou com os votos dos partidos e nao do povo he assim a democracia em portugal .estes partidos que vivem a destruir portugal estao numa maneira que que o povo deixa ,estes partidos nem sabem governar o seus partidos so sabem pedir ha banca dinheiro para andarem em frente pois eles sabem que mais tarde o estado paga as suas dividas e he assim que estes incomputentes sabem gorvernar vendendo o PAIS ao retanho portugal ja foste VERGONHA A TODOS OS PORTUGUESES QUE DIGAM MAL DO REGIME ANTERIOR POIS ESTE JA FEZ MAIS MORTES DE FOME E DESTRUICAO QUE SALAZAR mas o povo so pensa en telemoveis

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