Os atentados da Al-Qaeda contra as Torres Gémeas

OS DIAS EM QUE O DN CONTOU: A 11 de setembro de 2001, a Al-Qaeda atacou os EUA: dois aviões comerciais chocaram com as Torres Gémeas, em Nova Iorque, outro despenhou-se no Pentágono e um outro caiu na Pensilvânia. Milhares de vítimas e o mundo em choque. Jornalistas do DN partiram para os locais da tragédia e da guerra

Eram 08.45 em Nova Iorque quando o primeiro Boeing  se lançou contra a Torre Norte do World Trade Center. Em Lisboa, eram 13.45. Na redação do DN, foi a estupefação  total perante as imagens no ecrã das televisões, seguida de um silêncio pesado face à visão de um segundo Boeing a   chocar contra a Torre Sul quando a torre norte já estava em chamas. Afinal, não era acidente. Era terrorismo. Bárbaro, cobarde, feio, que deixava um rasto de destruição, milhares de vítimas inocentes e que mudava o mundo.

Atentado que levou à guerra. Bombeiros de Nova Iorque caminham entre as ruínas das Torres Gémeas

Atentado que levou à guerra. Bombeiros de Nova Iorque caminham entre as ruínas das Torres Gémeas

Nessa quarta-feira, 11 de setembro de 2001, o DN colocou duas edições nas bancas. Em 23 páginas de cada uma contou aos leitores – com infografias, depoimentos, notícias, opinião, fotografias – a tragédia que se vivia do outro lado do Atlântico. “Guerra” era o título de capa da primeira edição, e o da segunda avançava “Milhares de mortos”. “George Bush promete punição”, era o título da última página, o que pressagiava uma forte retaliação americana.

Com o espaço aéreo americano encerrado por questões de segurança, só no dia 17 o DN teve o primeiro texto do seu enviado Oscar Mascarenhas, que estava acompanhado pelo fotógrafo Rui Coutinho. E enquanto as agências davam conta da caça a Osama Bin Laden, da ordem de ataque aos talibãs dada pelo presidente Bush e das tentativas dos serviços secretos para identificar os assassinos que provocaram a tragédia que, saber-se-ia bem mais tarde, fez perto de 3000 mortos, o repórter do DN contava como Nova Iorque estava a viver de silêncios. “De silêncios gritantes, a dizerem tudo.” E mais adiante: “O pior desses silêncios é o que vem dos escombros dos colossos derrubados. A polícia e os familiares já não têm registado chamadas telefónicas ou sinais de vida.”

Dias depois, os leitores do DN tinham as crónicas de Nova Iorque e ainda as que Luís Naves enviava do Paquistão e nas quais alertava que “a aliança internacional contra o terrorismo, ao não deixar espaço a nenhum país para posições de ambiguidade, ameaça desestabilizar o Paquistão”. Pressionado pelos EUA, que precisavam do Paquistão para o ataque aos talibãs no Afeganistão, o presidente Pervez Musharraf sentia aumentar a contestação dos islamitas, partidários do chefe da Al-Qaeda, Bin Laden.

A resposta inevitável. O título da primeira página do DN no dia dos ataques sintetizava o presente e o futuro que se adivinhava: os ataques foram um ato de guerra que teriam como resposta a guerra contra o cérebro

A resposta inevitável. O título da primeira página do DN no dia dos ataques sintetizava o presente e o futuro que se adivinhava: os ataques foram um ato de guerra que teriam como resposta a guerra contra o cérebro

A partir de 27 de setembro é a vez de António Rodrigues fazer chegar ao jornal as suas crónicas de Nova Iorque. Sob o título “Ainda há donuts na zona zero” conta a sua visita ao ground zero onde “cinco bombeiros” procuram “delicadamente” entre fios, pedaços de ferro, terra preta, “o que antes fora uma vida e hoje só é informação de ADN”. E “no meio do negro que cobriu tudo o que era a loja, a dúzia de tabuleiros empilhados com os donuts corretamente dispostos e brilhantes como se esperassem um amanhecer apressado de pequenos-almoços transformam-se em fantasmas. Arrepiam”.

No Paquistão durante três semanas, a tentar entrar no Afeganistão, Leonídio Paulo Ferreira faz chegar reportagens diárias ao DN. Sob o título “Quantas rupias pode render uma jihad?”, conta como, em Peshawar, onde se sucediam as manifestações anti--EUA se fazia negócio com T-shirts com a cara de Bin Laden e a frase: “A jihad é a nossa missão”. E quanto custavam? Bem, entre 300 rupias (1200 escudos, seis euros) e 50 rupias…

LUMENA RAPOSO

Existem 5 comentários

  1. Lino Públio

    Um dia que marcou o século 21. Depois e Mundo mudou e durante anos iremos ter as consequências.

  2. Manuel

    Muitos já sabem da farsa monumental que foi o “ataque” das Torres…
    Especialistas estão de acordo que as Torres não poderiam desmoronar por um simples impacto de avião. O que houve foi uma implosão executada pelos americanos para justificar a invasão do Iraque. O próprio presidente Bush, quando lhe contaram o sucedido, não mostrou admiração. Pudera! Já sabia o que ia acontecer.
    Mais um embuste monumental da política dos americanos… !

  3. Dr Feelgood

    Olha, o provador foi lá à Big Apple como enviado especializado! Muito bem. Agora essa treta da Al-Qaeda só contaram pra vocês. O Manuel aqui em cima já abriu o livro e muito bem, só queria acrescentar aquilo que me parece o mais ridículo no meio desta tragicomédia yankee que é o facto do avião que se despenhou (!!?) no Pentágono – um 747, salvo erro, com uma envergadura de asas de 70 metros, salvo erro idem – nem sequer ter derrubado UM candeeiro aquando do afocinhamento no edifício! E nem falo nas pessoas que sucumbiram, é demasiado cruel para ser verdade….

  4. jegas

    Tal como disse, sabiamente, o Grande Lídre Presidente George W. Bush ao Congresso Norte-Americano, “Nunca toleremos delirantes teorias de conspiração! Teorias que visam ilibar os terroristas, ilibar os culpados!” Por isso faço minhas as palavras recentes de David Cameron que disse que estas delirantes e tresloucadas teorias de conspiração são equivalentes ao terrorismo do Estado Islâmico! Já agora eu peço aos meus amigos do NSA para monitorizarem todos os computadores, telefones, e-mails e seguir via satélite militar todos os comentadores terroristas que duvidam da história oficial e verdadeira dos acontecimentos do 11 de Setembro fazendo assim terrorismo igual aos terroristas do EI ao divulgarem estas delirantes teorias de conspiração, sabiamente denunciadas por lídres da craveiro dum George W. Bush ou um David Cameron!

  5. António

    Sr. Jegas, inteligente e instruído como é, poderia nos explicar o que aconteceu à torre 7 do WTC? Pode também por favor, nos explicar como se consegue enfiar um boing num buraco como o do pentágono. É que chamar nomes a quem faz perguntas sobre o que matou tantos dos nossos parece ser o passatempo preferido destas mentes captas, que apenas apoiam a guerra e, por isso, merecem levar com mais um avião nos cornos. Só alguém com grandes dificuldades mentais acredita sem questionar a versão oficial do 9/11, que é a mais ridicula de todas

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