O centenário da independência do Brasil

OS DIAS EM QUE O DN CONTOU: “A grande república sul-americana celebra hoje a mais gloriosa data na sua história, iniciando as manifestações festivas pela inauguração da Exposição Internacional do Rio”, assim descrevia o DN o centenário da independência do Brasil na primeira página de 7 de setembro de 1922.

Foi a inauguração da Exposição Internacional do Rio que marcou o início das celebrações do centenário da independência do Brasil, a 7 de setembro de 1922. Diante das delegações de muitos países, incluindo Portugal, o presidente brasileiro Epitácio Pessoa passou revistas às tropas na praça Deodoro e declarou aberta a exposição.

Foi a inauguração da Exposição Internacional do Rio que marcou o início das celebrações do centenário da independência do Brasil, a 7 de setembro de 1922. Diante das delegações de muitos países, incluindo Portugal, o presidente brasileiro Epitácio Pessoa passou revistas às tropas na praça Deodoro e declarou aberta a exposição.

O assunto era ilustrado com uma montagem que juntava um retrato do “imperador D. Pedro, primeiro chefe de Estado do Brasil independente”, um do presidente Epitácio Pessoa e outro do seu sucessor, o já eleito Artur Bernardes, bem como uma vista do Rio de Janeiro, uma imagem de padeiros e vendedores de fruta ambulantes e ainda uma fotografia de “uma linda mulher brasileira, eleita num concurso de beleza”.

Quarto filho de D. João VI, D. Pedro tinha 9 anos quando a família real portuguesa fugiu para o Brasil para escapar às invasões napoleónicas. Quando o pai volta a Portugal, D. Pedro fica no Brasil como regente da colónia, mas acaba por proclamar a independência e tornar-se no primeiro imperador do Brasil, em 1822. Com a morte do pai e os problemas na sucessão, D. Pedro passa a ser peça essencial no drama nacional que termina em 1834 com a vitória dos liberais sobre os absolutistas do seu irmão D. Miguel. Coroado D. Pedro IV, abdica a favor da filha, D. Maria II.

Quarto filho de D. João VI, D. Pedro tinha 9 anos quando a família real portuguesa fugiu para o Brasil para escapar às invasões napoleónicas. Quando o pai volta a Portugal, D. Pedro fica no Brasil como regente da colónia, mas acaba por proclamar a independência e tornar-se no primeiro imperador do Brasil, em 1822. Com a morte do pai e os problemas na sucessão, D. Pedro passa a ser peça essencial no drama nacional que termina em 1834 com a vitória dos liberais sobre os absolutistas do seu irmão D. Miguel. Coroado D. Pedro IV, abdica a favor da filha, D. Maria II.

Uma tentativa de mostrar, com esta montagem, toda a diversidade da ex-colónia portuguesa que ganhara a independência há cem anos, com o chamado Grito do Ipiranga. Reza a história que nesse 7 de setembro de 1822, nas margens do Rio Ipiranga, o futuro imperador D. Pedro I do Brasil, terá gritado “Independência ou Morte”, recusando seguir as ordens do pai, D. João VI, que o mandava regressar a Portugal. Cem anos depois, Portugal prestava homenagem à independência do Brasil “nas duas casas do Parlamento”, enquanto no “Rio de Janeiro iniciaram-se com grande brilhantismo as festas comemorativas” da data. E na capa do DN não faltava a referência a Camões, com a citação de Os Lusíadas “Da quarta parte nova os campos ara” na qual o poeta se referia ao Brasil como essa “quarta parte nova” do globo.

As celebrações prolongaram-se por vários dias. Na primeira página de 9 de setembro, o DN destacava o “imponente cortejo luminoso” no Rio de Janeiro. E contava como Portugal se fez representar ao mais alto nível nas cerimónias brasileiras. No camarote reservado à delegação portuguesa no Teatro Municipal do Rio, vizinho da tribuna presidencial, além do nosso embaixador e da mulher, encontravam-se o presidente António José de Almeida “e a sua esposa” e os aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Estes tinham chegado ao Brasil em junho depois de concluírem a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo do Lusitânia, já no âmbito das comemorações dos 100 anos da independência do Brasil.

Helena Tecedeiro

Existem 3 comentários

  1. Luis Martins

    As nossa elite que nos degovernam são da maior escumalha que alguma vez a Europa pariu, as elites portuguesas ou estão entretidas a roubarem o povo e a destruir quem se tenha a coragem e a loucura de abrir um negocio/empresa em Portugal ou estão a vender Portugal em saldos como o fazem os puros traidores.
    Basta ver como a escumalha criminosa das cortes fugiram para o Brasil para não enfrentarem a guerra das invasões napoleônicas e depois a forma como trairam Portugal declarando a independência do Brasil .
    Passados quase dois seculos , Portugal continua a fazer o mesmo de sempre só que agora tem o apoio e voto do povo português para ser roubado , posto na miseria e destruir Portugal vendendo tudo em saldo.
    Portanto a escumalha do povo português tem a nação que merece e uma elite de ladrões e corruptos e traidores a governarem Portugal porque o povo assim o quer.
    O futuro de portugal é desaparecer do mapa, pois agora com as fronteiras abertas, boas vias de comunicações e grande capacidade de informação os jovens já descobriram que Portugal é um país de ladrões e por isso estão todos a fugirem de Portugal, e um país sem jovens está condenado a morrer, não tem futuro nem presente.

  2. rafael andrade

    Ora eles fugiram pq se ficassem seriam presos ou coisa pior. O q podia Portugal fazer contra Napoleão?! Na época da independência o Brasil já era brasileiro e não mais português, nem mesmo Dom Pedro era mais português naquela altura! Ou seja, se ele não o fizesse seria feito por outro, ele apenas antecipou o movimento q viria, demarcou o terreno deixando de herança o trono para o próprio filho (D Pedro foi imperador por apenas 9 anos depois da independência). De fato a elite lusa não soube tirar proveito do império q teve nas mãos. Era para Portugal ser hoje em dia no mínimo uma Holanda. Tb, a título de digamos mero exercício de masturbação mental poderíamos imaginar q qdo a família real vai para o Brasil e inverte a relação metrópole/colônia de antes Portugal teve a oportunidade de criar algo novo, um país com sede em 2 continentes (imagine o valor disso hoje em dia!). Mas a falta de visão de longo prazo e até mesmo a testa curta da elite portuguesa e do povo luso puseram tudo rapidamente a perder. Bom, nem mesmo a Inglaterra – a única q teve colonias bem sucedidas – conseguiu fazer tal proeza. Se com eles não deu, não seria conosco que funcionaria basta ver q Brasil e Portugal não tem uma relação inteligente até hoje (e creio q nunca terão!).

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